Expressão Artística


O meu viver de pertinho com os filhos tem me feito retomar alguns estudos já explorados no meu curso de ARTES, catei daqui, catei dali e fui em busca de textos sobre a EXPRESSÃO ARTÍSTICA INFANTIL, em especial o DESENHO. É isso que quero dividir com vocês, espero que gostem, e antecipadamente explico que para a postagem ficar mais rica e explicativa tive que escrever muito e colocar muitas imagens, esperem aí,  saibam que reduzi UM TANTÃO! Há muito ainda por falar desse assunto, em outras postagens!

Conhecer o universo infantil e o fazer artístico de uma criança, descobrir como se dá a sua percepção, sensibilização, experimentação e criação no mundo da ARTE. Considerando a leitura de imagem como fonte de conhecimento do mundo e das relações sociais, cria-se assim uma conexão com diversas linguagens do conhecimento e é aí que se dá a formação de um indivíduo criativo. 
Sinto em escrever isso, mas, percebo que em muitas escolas a disciplina de Educação Artística é bastante desvalorizada, os trabalhos são pobres e repetitivos. Em casa então, passa a ser o lugar do FAZER ARTÍSCO, nem sempre temos tempo ou capacidade para esse fazer, mas pesquisando e se dedicando um tempinho que seja, podemos oportunizar lindos momentos para nossos pequenos: filhos, sobrinharada, amigos dos filhos e por aí vai!



Quanto mais materiais se oferece ao experimento da criança,
 mais sua criatividade aflora!












  


Desde muito pequeno é importante que a criança tenha contato com
 o fazer artístico, mesmo que seja para "morder" as canetinhas em 
vez de rabiscar com elas...! Mesmo que pareça uma doce brincadeira, 
está se iniciando o contato com este universo e seus materiais!














Falando especificamente do desenho, acho fundamental que as crianças exerçam muito e muito o ato de desenhar, seja ele ainda um rabisco ou um objeto definido, acredito que dessa forma essa gente miúda começa se relacionar com sua criatividade expressiva!!

As concepções de arte que permearam os primeiros estudos de produção gráfica infantil estavam calcadas em uma produção estética idealista e naturalista de representação da realidade. Sendo a habilidade técnica, portanto, uma fator prioritário. Foram poucos os pesquisadores que se ocuparam dos aspectos estéticos dos desenhos infantis.
Luquet fala das "imperfeições" do desenho da criança e atribui a elas a inabilidade e falta de atenção, além de afirmar que existe uma tendência natural e voluntária da criança para o realismo.
Sully vê o desenho da criança como uma "arte embrionária" onde não se deve entrever nenhum senso verdadeiramente artístico, porém, ele reconhece que a produção da criança contém um lado original e sugestivo. Sully afirma ainda que as crianças são mais simbolistas do que realistas em seus desenhos.
Os psicólogos portanto, no final do século XIX descobrem a originalidade dos desenhos infantis e publicam as primeiras notas sobre o assunto. Reflete-se sobre a maneira própria de ver e de pensar da criança. As concepções relativas a infância modificaram-se progressivamente. A demonstração da originalidade de seu desenvolvimento, levaram a admitir a especificidade desse universo.
Ao prazer do gesto de desenhar associa-se o prazer da inscrição, a satisfação de deixar a sua marca. Os primeiros rabiscos são quase sempre efetuados sobre livros, paredes, sofás aparentemente estimados pelo adulto, possessão simbólica do universo adulto tão desejado pela criança pequena.
As interações da criança com o ato de desenhar e com os desenhos de outras pessoas amplia seu conhecimento. Por meio do desenho, se cria e recria individualmente, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade.
O desenho está intimamente ligado com o desenvolvimento da escrita, essa exerce uma verdadeira fascinação sobre a criança, e isso bem antes de ela própria poder traçar verdadeiros signos. Muito cedo ela tenta imitar a escrita dos adultos. Porém, mais tarde, quando ingressa na escola verifica-se uma diminuição da produção gráfica, já que a escrita (considerada mais importante) passa a ser concorrente do desenho.
O desenho como possibilidade de brincar, o desenho como possibilidade de falar e registrar, marca o desenvolvimento da infância, porém em cada estágio, o desenho assume um caráter próprio. Estes estágios definem maneiras de desenhar que são bastante similares em todas as crianças, apesar das diferenças individuais de temperamento e sensibilidade. Esta maneira de desenhar própria de cada idade varia, inclusive, muito pouco de cultura para cultura.

A criança precisa ter contato com todo o tipo de imagem,  mas  quando se trata de observar para desenhar, fiquemos longe de desenhos estereotipados, que nada têm em comum com os reais.  Esses ficam para outra esfera: a da imaginação!! Observem, próximo as datas comemorativas como dia do Índio, Festas Juninas, Páscoa e Natal, quase que em todas as escolas o que as  crianças produzem é irreal e infantilizado.




 



    





Quanto mais realista for o desenho, mais a criança irá enriquecer o seu produzir e estará desta forma se aproximando do que realmente  existe, não que ela vá desenhar tal e qual,  não se trata disso,  ela fará o seu desenho naturalmente e conceberá assim um entendimento muito mais significativo das coisas.




   

 


  


 





Mais rico ainda ficará uma produção gráfica infantil, se a criança tiver contato com imagens mais próximas possível das reais. 




 

 




Mostre também a figura a ser representada de forma VIVA, ou seja,  se a criança for desenhar uma árvore, mostre a ela vários tipos, leve-a para colocar a mão em seu tronco, folhas... Faça ela VIVER o que irá desenhar!!


Desenhando uma árvore...









Ofereça à criança o contato com diferentes tipos de desenhos
 e obras de arte, para que ela faça a leitura de suas 
produções e também a de outros.  Sugira que ela desenhe 
a partir de observações diversas (cenas, objetos, pessoas), 
assim nutrirá suas informações  e enriquecer o seu grafismo. 
Então, poderá reformular e reorganizar suas idéias
 e construir novos conhecimentos.



Trabalhando com uma obra de Matisse!






Tentando entender melhor o universo infantil muitas vezes 
buscamos interpretar os seus desenhos, devemos porem lembrar
 que a interpretação  de um desenho isolada do contexto 
em que foi elaborado não faz nenhum sentido.



O desenho infantil é um universo cheio de
 mundos a serem explorados.



E para terminar CONVERSA DE PASSARINHO!

Isso também é muito bacana de se fazer, pedir que a criança fale 
sobre o que desenhou, quase que nunca a história será a mesma, 
tendem a acrescentar novas coisas cada vez que a recontam, 
adorável de se ver, ouvir e sentir!







Beijo enorme e obrigada por tanto carinho!


A tela está quase pronta, então SALVE, SALVE,
o próximo post será o resultado do sorteio!