23/04/2012

Jarro de Pedras


Nossa vida pode ser comparada a um jarro cheio de pedras, as vezes este jarro é agitado, umas pedras batem nas outras, se atritam, se desgastam. Há pedras pontiagudas, ásperas, cheias de imperfeições.
Algumas são maiores, outras nem tanto, e ainda há as bem pequenas, que não sem demora, podem  aumentar de tamanho.
Uma vez li algo que dizia mais ou menos assim: as pedras são lapidadas no contato e atrito com outras pedras, desta forma se tornam mais valiosas, desde que o atrito não as quebrem.
Se lermos estes atritos como sofrimentos e dores que passamos, sem dúvida qualquer um de nós dirá sim, que saiu deste atritar mais valioso e nobre. A propósito também podemos perceber este agito como algo bom que acontece conosco, uma grande mudança, um nascimento, um novo amor, um antigo amor renovado, uma cura, uma descoberta, uma redescoberta de si mesmo, um novo caminho.
É fato, só podemos reparar as arestas desse jeito, não há outra forma. Cada um de nós vai se adaptando a este jarro chamado vida, e ao sacudir-se, as pedras se esforçam para ocupar seu lugar e ser o que realmente querem ser. 
O atrito acontece e deste jeito, nós, desculpa estou falando das pedras... Deste jeito as "pedras" ficam mais arredondadas e mais bonitas hoje do que eram ontem.
Não por acaso o jarro fica em plena calmaria e as pedras apreciam o silêncio e a felicidade de ficar em paz, mas é bom lembrar que de cada agitar-se, surgem bem ali ao lado novas descobertas, novos sentimentos, isso posto, mais uma vez o jarro se agita, e lá se vão elas, as pedras tomam outro rumo. E aí se percebe que os encaixes construídos com amor e respeito, ah, estes não se desfazem, podem até escorregar um ali outro aqui, mas permanecem ao lado, melhorados pelo atrito.
Metáforas? Sim, escrevo com elas, para dizer o que penso e sinto.
Pense bem se não somos mesmo feito pedras, se encaixando umas nas outras, se lapidando no contato com o outro, ora com as angústias, ora com os acalantos que a vida nos traz.
Sei bem que pedra quero ser, daquelas que nunca está pronta, ou melhor, daquelas que sempre pode melhorar, se por acaso eu ficar ápera, e isso irá acontecer, que minha apereza seja banida, e que eu me refaça com delicadeza, que minha natureza seja aveludada, com arestas sim, mas que ao decorrer da vida possam ser preenchidas com ternura e fortaleza. Não quero ser pedra fraca, que se quebra, não quero ser feito a música que diz: "...como um cristal bonito, que se quebra quando cai".  Ao contrário disso quero ser forte feito rocha que ao cair vai aprimorando sua forma, polindo sua alma. Se pedras tem alma? Essas que falo têm!!
E as pedras que surgirem pelo caminho? Como já dizia o poeta: Recolho todas, com elas construirei meu castelo!


Um beijo

 

11 comentários :

  1. Que o seu castelo seja seguro e forte, com fortes pilares! Excelente reflexão! Bjs e uma boa semana!

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  2. Tuas metáforas são sempre lindas e traduzem o que vai em teu coração...
    Lindo! Como sempre, aliás!! beijos,ótima semana,chica

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  3. Amiga linda
    Realmente os encaixes construídos com amor e respeito não se desfazem!
    Belíssimo post!
    Você escreve divinamente:)
    Bjo grande e tenha uma semana cheia de muita harmonia.
    Léia

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  4. Rosane querida!!!

    Como vc é especial. Não nos conhecemos pessoalmente mas sinto uma amizade verdadeira...
    Suas palavras encantam a alma e alegram os nossos corações!

    Bjss querida e uma semana super iluminada para vc!

    http://toutlamour.blogspot.com.br/

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  5. É....Rosane, só mesmo esse atritar esse acomodamento é que nos fazem crescer. E a primeira vontade nossa já é eliminar aquela pedra mais pontuda, sabe? aquela que mexe com a gente mais do que as outras, mas acontece é que são justamente essas que nos lapidam.
    Mundo bom seria com todas as pedras redondinhas, lisinhas umas afagando as outras. Mas também como evoluiriamos com tanta acomodação?
    Quanta sapiência nesse mundo de meu Deus! E tudo está como deveria estar. Então cabe a nós apararmos nossas arestas e ajudarmos a aparar as dos outros se pudermos.
    Em plena segunda e já tanta filosofia e reflexão? Só voce mesmo!
    bjão e um ótimo começo de semana
    mari

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  6. Minha querida Rosane,

    Esta sua postagem foi um afago em meu coração nesta fria tarde de segunda feira...linda e intensa e profunda.Vou guardá-la em meus favoritos.

    Bjssssss,
    leninha

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  7. Rô mais um dos seus lindissimos textos...Bjos

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  8. Olá, não conhecia o seu blog.. adorei!! Lindo(s) texto(s)
    já a sigo :)
    Beijinhos

    http://myhomemysweetspace.blogspot.pt/

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  9. Adorei! Realmente é uma ótima comparação! Que nossas pedras não quebrem e que, com elas, façamos castelos incríveis!

    Bjs, querida!
    Mari

    www.atelierinbox.com.br

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  10. Olá querida Rosane, muito obrigada pelos votos de feliz aniversário. Carinho nunca chega atrasado, sempre é bem vindo.

    Muito bom esse seu texto, aliás como tudo q você escreve. Textos como esse eu sinto que não tenho + nada para acrescentar, apenas ser grata a pessoa que o escreveu. Obrigada.

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  11. Que lindo tudo isso minha querida Tresorda!
    Voce está certinha em afirmar que apenas os atritos deixam as pontas arredondadas e mais gostosas de manusear.
    Isso é a vida, somos pedras mesmo, e quanto mais rolamos (como pedras de rio) mais bonitas ficamos.
    Essa vida é mesmo uma metáfora.
    Sim minha amiga, vá colhendo as pedras, elas lhe darão um lindo castelo.
    Beijos queridona, obrigada pelo seu enorme carinho comigo.
    Isso me emociona. Beijão, bom fim de semana.

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