Tanto a Dizer



Quando fico algum tempo sem postar, as coisas se acumulam no meu pensar, então esta postagem é três em uma, pois queria escrever sobre três coisinhas da vida!
Primeiro quero contar que a faxina anda rolando solta por aqui, começo pela manhã cedinho e acabo só no fim do dia. Imaginem só, até que toda aquela poeira, cimento, serragem, e tudo mais desapareça, ainda vai longe... Mas é muito engraçado este sentimento que toma conta da gente quando estamos limpando a casa, ou pelo menos toma conta de mim. Parece que ao organizar e limpar as coisas estamos também fazendo uma faxina interior, colocamos os excessos fora, doamos algumas coisas, reutilizamos outras, fazemos isso durante a vida também, nos despimos de vaidades e das inutilidades que acumulamos no viver.
Estamos trabalhado muito, eu, marido e a minha ajudante que vem duas vezes por semana, ela é um doce de pessoa, conta-me suas histórias e crendices típicas das pessoas do interior, ela é do campo, porém durante a semana mora aqui em Caxias, seus contos e receitinhas de como cuidar da casa me encantam. Suas simpatias e explicações que tem para quase tudo são valorosas para quem gosta de prosear, como eu, e assim vamos faxinando e proseando.
Bom, estamos quase acabando, acho, ou melhor, espero!

Outra coisa que quero contar diz respeito a minha querida mãe. Estivemos no seu cardiologista, ela estava tendo algumas palpitações bem fortes no coração, chamada arritmia. Ele solicitou alguns exames, depois com tudo em mãos voltamos de novo. A fala do médico me deixou MUITO feliz, ele disse que minha mãe tinha um coração invejável, de atleta, um SUPER CORAÇÃO. Falou também que ela soube lidar com as preocupações e tristezas da vida como ninguém, pois o seu coração está tão saudável que parece novinho em folha, achei tudo isso tão lindo, fiquei ali olhando para ele, meio embriagada pela alegria que sentia. Sim, ela tem esta arritmia, e deverá ser tratata, porém ele explicou que isso acontece por um problema na parte "elétrica" do coração, minha mãe parece ter um "fiozinho" a mais, que provoca este desconforto, em contra partida seu coração é tão forte que resistiu muito bem a estes descompassos.
Fiquei pensando no lado metafórico de tudo o que ouvia. Realmente o coração de minha mãe é muito forte, ela já passou por poucas e boas, sempre com força e honra, resiliente e resistente. Nunca fez do sofrimento uma bandeira, pelo contrário dava conta de tudo e ainda tinha espaço para ser feliz!
Ela fez 70 anos, dia 2 de abril, foi um dia feliz, seu sorriso denunciava sua alegria de celebrar a vida.
Espero que eu herde este coração extraordinário, não apenas no sentido físico da coisa, mas no sentido emocional, quero ser tão resiliente e forte quanto ela. Já disse aqui o quanto ela ama a Natureza os bichos, sua horta, sua gente. Acho que tudo isso faz dela quem ela é!     

E o último assunto de hoje é VOCÊS.
Engraçado como vocês fazem parte da minha vida, quando acontece algo que acho importante escrever aqui, penso no que cada uma de vocês irá achar, pensar ou comentar. Penso em contar-lhes as banalidades do dia a dia, as surpresas que a vida me dá ou me reserva, ou ainda o pensamento de outros escritores que admiro e fazem um bem danado serem lidos, e quando descubro ideias de decorar, criar, pintar, etc e etc, fico entusiasmada em dividí-las com aqui! 
Vocês estão tão longe e tão perto, delícia sentir isso, esta "apromixidade distante", acabei de inventar isso, nem sei se existe esta expressão, mas é bem assim que me sinto, próxima de todas, como se fossemos amigas de longa data e que compartilhamos nossas coisas e nossa vida através deste canal chamado blog. Mesmo não comentando sempre que passo pelos vossos cantinhos, fico lendo suas postagens, e através delas me conecto com vocês de forma única. Obrigada!

Mesmo estando dividido, tudo o que escrevi aqui fala também de SOMAR e MULTIPLICAR. Coisas da vida, de amor, de amizade, de luta, de conquistas que cada um de nós tem um pouquinho e quando COMPARTILHAMOS (a mais linda operação matemática, que acho deveria ser também ensinada na escola), isso tudo se torna nosso, conhecemos muito do outro através de suas histórias! E assim vamos costurando uma história na outra e formando nossa colcha do mundo.
Nossos caminhos não se cruzam apenas por um acaso, nossa trilha sempre acaba encontrando outra, feito um trem, que sem os trilhos alheios a ida, não teria como voltar!


Um enorme beijo!