Singeleza

Singeleza ainda pertence a este mundo sim, parece algo perdido, coisa de não se ouvir mais falar. Porém ela está bem aqui nas mãos de pessoas que cumprem o mais lindo de todos os ofícios: criar!

Delicadas que só, estas bonequinhas invadiram meu coração!





Me permitam suspirar...
Pra esta filhotinha de raposa!



Mais suspirar...






O sapatinho desta gatinha me causa um certa inveja (branquinha).



Olha aí a Dona Raposa,
ao que me parece, pronta para um piquenique!
Adorável



Este bordado traduz o título desta postagem!


Todos os dias atravessamos as mesmas ruas pra chegar nos mesmos lugares, todos os dias nossos olhos miram as mesmas coisas. Todos os dias nossas mãos facilmente fazem coisas vistas como banais, poucas vezes somos insanos de mudar o caminho, mudar o olhar.
De repente, num dia qualquer, a rua não é mais a mesma, os lugares parecem diferentes, nossas mãos sentem o que antes não sentiam. Em momento algum nossos olhos tinham visto o que agora veem.
Se instala em nós esta tal de singeleza, ela brota no olhar da gente. Somos então surpreendidos por um jardim tomando conta daquela rua, pelos pássaros que pousam e fazem seus ninhos por ali. Nossas mãos menos ágeis com o passar do tempo, ganham mais um sentido: o sentir. Parece que tudo o que tocamos acabara de ser parido, recém nascera. 
Depois de se criar o singelo na alma, um sopro nos acaricia a fronte e ficamos embasbacados com o que enxergamos agora.  Ficamos mais lentos, não por fraqueza, mas porque queremos absorver todos os detalhes nunca antes observados.
Claro que a singeleza não brota em qualquer jardim, há que se ser sensível e ter terreno fértil no coração, para que ela faça morada dentro da gente!
 
 
Um beijo singelo!
 
Obrigada aos novos seguidores, estou adorando receber vocês aqui.